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Painel da Navalshore debate integração para retomada das navipeças

Por peao2421••2 min de leitura

Um painel da Navalshore 2026 discutiu a integração entre estaleiros e fornecedores na retomada da cadeia de navipeças no Brasil. Entre os pontos apresentados, participantes defenderam o fortalecimento do segmento brasileiro de projetos e da engenharia naval como parte da recuperação da indústria naval.

Leandro Pinto, da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), afirmou que empresas brasileiras de engenharia perderam espaço após anos de crise e enfrentam a concorrência de projetos estrangeiros entregues em pacotes fechados.

Conteúdo local e capacidade industrial

O superintendente de conteúdo local da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou que o Brasil vive uma reconstrução de capacidades industriais afetadas nos últimos dez anos.

Segundo a ANP, as obrigações contratuais de conteúdo local geraram R$ 200 bilhões nos últimos cinco anos e têm perspectiva de gerar R$ 600 bilhões em investimentos nos cinco anos seguintes. De acordo com declaração apresentada no painel, o Brasil responde por um terço da demanda global por FPSOs.

A fiscalização da ANP sobre o cumprimento dos percentuais mínimos de conteúdo local foi apontada como efetiva. O painel também informou que os FPSOs têm percentual de conteúdo local de 25% e enfrentam desafios relacionados à contratação de empresas de engenharia, compras e construção, as EPCistas.

Os Termos de Ajustamento de Conduta foram utilizados para converter multas por descumprimento de conteúdo local em novas oportunidades de investimento. O representante da ANP informou ainda que a consulta pública sobre a regulamentação da cláusula de preferência ao fornecedor local recebeu mais de 180 contribuições.

Estaleiros e plataforma de peças

Representantes da Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (Abeemar) e do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) destacaram os estaleiros como parte central da economia do mar e associaram a indústria naval à atração de investimentos, à criação de empregos e à integração da cadeia produtiva.

Segundo dado citado no painel, um estudo da FGV estima que cada R$ 3 bilhões investidos pela indústria naval geram impacto de R$ 1 bilhão no Produto Interno Bruto.

A Abeemar anunciou a criação de uma plataforma de peças em parceria com a Petrobras, com lançamento previsto para a Rio Oil & Gas.

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